Dez coisas rápidas sobre o Kobo Touch

Com 15 dias de uso do meu lindo Kobo Touch, já posso chegar a algumas conclusões:

  • é ridiculamente fácil comprar e-book usando o bichinho. Cuidado com a carteira!
  • A capa do livro sendo lido aparecendo como descanso de tela é um charme, oun! <3
  • a leitura é *extremamente* confortável. Não tem nada disso de “aaai, o cheiro do papel, o suporte, nhé nhé nhé”. E ouso dizer que é melhor em casos de livros imensos como a biografia do Bill Clinton (900 pp deitada ou recostada na cama? Impossível! só como e-book!)
  • A desvantagem do ‘ir-e-voltar’ no texto é gritante em relação ao papel. Muito chato acessar menu, folhear sumário, achar o assunto e clicar. Coisas que você faz em meio segundo num livro impresso. Daí a minha dificuldade de acreditar que alguém consiga estudar com livros em formato digital. A ver…!
  • com o “% lido” sempre aparecendo ali na sua cara, e as estatísticas como velocidade e tempo estimado em horas para terminar, rola AQUELA PRESSÃO.
  • o fato de ser um e-reader, e não um tablet cheio de penduricalhos, tem tudo a ver comigo. Ajuda a focar na leitura e não tem distrações
  • ler vários livros ao mesmo tempo funciona – e é tentador! Dá pra organizar váaarias bibliotecas, aiaiai! 
  • dá pra comprar e-books em outros lugares e colocar lá, sem problemas. Já testei com o iba.
  • como gerente e produtora editorial, de primeira me deu certa raivinha ver que posso mexer livremente em fonte, espaçamento e margem – coisas que ENLOUQUECEM o dia a dia da profissão. Mas por outro lado é libertador, hein!
  • por favor, ninguém surte achando que a carreira vai sumir. Já peguei alguns livros com erros bobos de indexação – vai precisar sim, sempre, de assistente de produção pra dar uma checadinha básica e neurótica nesses sumários e índices… ;)

Minha paixão por “The Newsroom” vorazmente digitada

Não só porque eu me formei em Jornalismo, e porque “bringing the news” é uma coisa que eu espero que ainda inebrie boa parte dos vestibulandos de Comunicação mundo afora até hoje (tomare!), ou porque eu sou uma voraz consumidora dessa coisa chamada “mídia” (e de livros sobre mídia, e de mídia falando sobre mídia, etc. etc.), ou porque uma pontinha do meu coração ainde bate muito forte por essa carreira que acabei não exercendo. Não importa a razão exata, mas só de existir uma série cujo tema é BASTIDORES DA NOTÍCIA já fico feliz à beça e me emociona. Nossa, me emociona demais: porque o criador de “The Newsroom” é um dos melhores roteiristas do mundo; porque ele se dispôs a fomentar a esperança de que, porra, pode existir idealista nesse mundo SIM, fazendo TV SIM, com seus erros e arrogâncias SIM (nem que seja só na cabeça de roteirista dele, que viu nisso uma belíssima – belíssima! – história pra contar); e porque no meio de todo esse GLAMOUR JORNALÍSTICO ele soube costurar idas e vindas amorosas de gente teoricamente com pouca ou nenhuma vida social e que costumaria apenas procriar entre si. E porque nada possivelmente arriscado consegue estragar a história: seus diálogos gigantescos, o falatório típico de Aaron Sorkin, a velocidade com que tudo é “cuspido” dos personagens, as inúmeras – e irresistíveis – citações e referências, sempre na hora certa, com o timing certo, e que se você não pescar tudo bem!, a próxima cena vai ser adorável e você não vai se sentir perdido de forma alguma. Enfim, foram dez episódios, dez episódios de tirar o fôlego, de emocionar, de fazer rir histericamente, de até mesmo sacar certos truques de roteiro feitos propositalmente pra viciar você, pobre telespectador que só precisa de um fim de domingo reconfortante porque na segunda-feira começa tudo de novo e de novo. Foram dez horas de Jeff Daniels botando pra quebrar num personagem tão fascinante e tão “quebrado” e tão sei-lá-o-quê que me encontro agora quicando pelo quarto e pensando aqui em planejamento financeiro, pois agora que acabou a série vou poder me mudar de vez e dentro de 12 meses precisarei ter condições de assinar a HBO de novo!!!!!!

Marina Oliveira não se sentia assim desde “Big Love”, outra pérola saída do mesmo canal :D

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Fazendo “detox” da Folha de S. Paulo em dez passos

Ladies and gentlemen, depois de DEZOITO anos cancelei a assinatura da Folha e S. Paulo, o meu maior vício. Desapego!!!

Não só o valor pulou DEZ REAIS na última renovação (R$ 67,90 mensais! R$ 814,80 POR ANO!!), como anda atrasando demais, a Ilustrada anda ruinzinha, ruinzinha, o caderno de Esportes está cada vez mais intragável, etc (leia mais sobre o que eu amo e odeio no jornal aqui). Sem contar que me mudarei em breve para um lugar onde COM CERTEZA a Folha não vai chegar às 6 da manhã. E cortar despesas sempre é bom.

Então aproveitei que passei três dias sem ler o jornal (porque ele não chegou…) e resolvi cancelar logo (e olha que me ofereceram 6 meses gratuitos!). Até sábado, porém, ele deve chegar na minha casa.

Esta é a ocasião perfeita para DESINTOXICAR. Tirar aos poucos, pra não rolar aquela síndrome de abstinência e sair comprando na banca.

Veja como estou conseguindo eliminar meu vício pela Folha:

  1. Meus dois colunistas mais amados tiraram férias, ou seja, o jornal já estava sem graça;
  2. Eu mesma entrei de férias agora, portanto o fator que sustentava o vício (“ler a Folha no metrô e na hora do almoço”) não existirá por trinta longos dias;
  3. Ajuda muito estarmos num momento de “big stories”, tais como o julgamento do mensalão e as Olimpíadas. Conseguir acompanhar os acontecimentos ao vivo elimina a necessidade de ler noticiário no dia seguinte;
  4. Tudo isso me levou a apenas folhear os cadernos Cotidiano, Mercado, etc: mexer página por página só lendo as manchetes e vendo as fotos, parando para ler apenas os colunistas;
  5. Após isso a regra foi não parar em colunista algum nem em notícias. Algo como “navegar pela web, não prestar realmente atenção em nada”. Continuei lendo editoriais, o caderno principal e a Ilustrada;
  6. Depois eu parei de mexer em alguns cadernos: ia só no caderno principal e na Ilustrada. Evitava ler editoriais;
  7. Em seguida só abria o caderno principal para ler a charge. Continuo segurando a Ilustrada;
  8. Após isso [e eu me encontro aqui neste exato momento] não toco mais na parte principal, porém folheio vagamente a Ilustrada;
  9. O próximo passo é parar por completo de olhar a Ilustrada, exceto quadrinhos;
  10. Por fim, pararei com os quadrinhos e abrirei o jornal só para entregar as palavras cruzadas para a minha mãe.

Não está sendo tão difícil. Passo bem, obrigada.

Marina Oliveira continua viciada em notícias e pretende assinar a VEJA em setembro, claro!

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Sobre “Game Change” e as eleições americanas

Fui ver este telefilme toda animada, achando que eu iria confirmar todas as minhas suspeitas sobre como o partido republicano pode ser evil, como a Sarah Palin é uma desmiolada, etc. etc.

Já tinha visto metade da FOXNews esbravejar contra o filme, inclusive a própria Palin, todos acusando a HBO e Hollywood inteira de ser pró-Obama (!) quando o trailer saiu.

Uma pena ter rolado um “boicote” por parte dos conservadores. Eles se surpreenderiam com o resultado. Game Change é um filme honestíssimo, sem pender para lado nenhum. Eu arriscaria até a dizer que ele é bastante doce com a sua protagonista, Sarah Palin (a ideia de que este é um filme pró-Obama não poderia ser mais equivocada. Ora, é pró-Obama só porque mostra que ele ganhou? Well, dãaa! Ele ganhou, não ganhou?? Não dá pra mudar isso, néam? Tsc!).

Alucinações à parte, fiquei bastante tocada pelo retrato que fizeram da pobre coitada sem-noção do Alasca. Sim, fiquei com pena daquela maluca!

O que o telefilme mostra sem qualquer pudor é a jogada de marketing que foi a escolha dela para vice de John McCain. Vemos os coordenadores de campanha ‘googlando’ vários nomes até se depararem com o da então governadora. Aí, assistindo a um vídeo no YouTube, todos se encantam. Atentem: o que chamou a atenção de todos não foi o currículo, ou o que ela andou fazendo pelo Alasca – o fascínio foi pelo seu carisma. E carisma ela tem demais!

Sarah Palin é fascinante. Eu estava de férias na época do discurso que ela fez quando aceitou ser candidata a vice-presidente e assisti ao vivo. Fiquei encantada na hora! Aquela mulher surgiu do nada e cada palavra que saía de sua boca me empolgava! Assim como empolgava todo mundo nos bastidores da campanha, até que…

Game Change mostra muito bem como o castelo de cartas caiu: na hora das entrevistas. Ahh, as entrevistas… Era um mico maior que o outro! Um desavisado pode até achar que o filme “humilha” a ex-governadora ao mostrar coisas como ela dizendo que Saddam Hussein foi o responsável pelo 11 de Setembro, memorizando o que falar sem precisar entender nada, etc. Mas c’mon: alguém se espanta de um político novato do fim do mundo ser assim? Mostrar aquela preparação toda não a “humilha”; apenas retrata o nível altamente profissional das campanhas americanas. É tudo showbusiness – ou, como diz um dos personagens, “a bad reality show”.

Mas há também um outro lado, mais humano: Sarah Palin praticamente surtando com a pressão que vinha de todos os lados (ela vivia com anotações pra lá e pra cá, não conseguia aprender nada e não respondia aos assessores). Aquilo não me pareceu de todo inverossímil: alguém como ela poderia facilmente “shut down” em tal circunstância. Deu pena dela. Sério. Não achei em nenhum momento que mostrar tais fraquezas tivesse sido algo “anti-Palin”. Muito pelo contrário.

Vemos sua obsessão por querer saber sua popularidade no Alasca; sua preocupação com a imprensa de lá, ao mesmo tempo em que não levava a sério entrevistas para a mídia nacional; seu sofrimento com os boatos acerca de seu filho mais novo; os miniescândalos semanais; o filho que foi pra guerra; e por aí vai. Acabou passando mesmo a sensação de que ela era uma simples soccer mom empurrada para dentro de um furacão. Pobre coitada.

Game Change não é tendencioso. Contextualiza direitinho como ela conseguiu dar a volta por cima e sair de uma eleição fracassada para se tornar uma liderança de peso no partido republicano. Se o telefilme pecou em alguma coisa, foi na escolha de Julianne Moore para representá-la. Por mais que seja boa atriz, não chega nem perto do (impressionante) magnetismo da verdadeira Palin.

No mais, a cena que me valeu o filme não teve nem muito a ver com a protagonista. Na noite da eleição, já com todos percebendo a derrota, uma assessora se aproxima do chefe da campanha (interpretado por Woody Harrelson), chorando, e diz: “preciso te contar uma coisa… eu não votei”.

Tive um leve insight nessa hora: por que será que a eleição é realmente decidida por dois ou três swing states? Ou, como aquele filme com o Kevin Costner (Swing Vote, que ganhou o bizarro título “Promessas de um Cara de Pau” no Brasil) extrapolou, será tudo sempre tão empatado que às vezes temos a impressão de que tudo dependeria de uma única pessoa?

Estou convencida de que a eleição nos EUA é principalmente decidida por quem não vota. Fiquei pensando aqui… quanta gente simplesmente deixou de votar porque os candidatos republicanos não chegavam aos pés do Obama? Claro que tem toda a questão inversa, de quem vai votar ser fundamental: a esperança que o Obama trazia em 2008 fez com que jovens se empolgassem para ir às urnas, e provavelmente isso ajudou. Ok. Mas fiquei com a impressão de que só isso não é suficiente. Foi preciso, sim, um empurrãozinho-vergonha-alheia dos conservadores, que preferiram ficar em casa dessa vez (lembrem-se de que John McCain não é muito querido dentro do próprio partido republicano… então daí pra neguinho não ir votar é um pulo).

Então, se há algo a tirar disso é o seguinte: fiquemos atentos a quem não for votar em 2012. Mitt Romney corre um sério risco de ser mais uma vítima, pois será preciso convencer os ultrarreligiosos a saírem de casa pra votar num… num… mórmon. E o Sr. Obama também tem que ficar esperto, pois tem uma galera megaliberal revoltada com ele. A ver.

Marina Oliveira quicou MUITO com a parte do filme em que se cogitou uma corrida suprapartidária, com o Joe Lieberman de vice!! E se, hein?? E se??? Uaau!

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Recomendação imaginária que eu adoraria fazer no LinkedIn

Fulana de Tal é uma profissional como pouco se vê. Animada e esperta, conseguiu entrar para a nossa equipe forjando um currículo e tanto! Onde se lia “sênior” ou “gerente por 2 anos”, na carteira de trabalho diz “júnior” ou “assistente” por 3 meses, e por aí vai. Sua criatividade não tem limites. Para as tarefas mais árduas tinha estratégias fenomenais, como procrastinar, enrolar ou até mesmo inventar que dependia de vários empecilhos falsos para prosseguir.

Força de vontade para ficar navegando na internet a esmo não lhe faltava! Para ficarmos sabendo das maiores futilidades da semana era com ela que contávamos. Vídeo polêmico do Big Brother? Comportamento retardado de alguma celebridade? Ela estava a postos, sempre superinformada e superantenada. Sabia tudo de internet! Inclusive ela é expert em deletar históricos do browser! Não disse que era esperta?

Graças à Fulana de Tal, descobrimos que é possível mentir cheia de confiança para seu superior, seja tanto para assuntos importantes como “implantar serviço junto ao webmaster” quanto para coisas mínimas, como “enviar email para Beltrano com arquivo”. Era só dizer que havia feito e mais nada. Ficava por isso mesmo. Afinal, trabalho é algo tão entediante, né? Pra que fazer? Mexer no celular loucamente é tão mais legal! É só dizer que fez e pronto, de volta para o Facebook papear e compartilhar páginas imbecis, além de curtir status adoidado! Espetacular sua atitude, Fulana está de parabéns.

Sempre demonstrou iniciativa para se esquivar da produção. Se não ficassem diariamente no seu pé, como se ela fosse uma criancinha distraída no jardim de infância, com certeza aquele livro não saía de sua mesa, não é mesmo?! Empenho é isso!

E o que falar do marketing? Sua perspicácia atingia níveis espantosos, para alguém tão especializada no assunto. A cada texto que precisasse transformar em release de uma página, era notória sua capacidade de pegar as frases mais insignificantes e esquecer todas as informações principais! Adorável também era quando, por preguiça pura, aumentava o tamanho da capa na página para caber menos texto e ela ter menos trabalho. É ou não é proativa?

Sempre disponível para viagens, não se espante se ela receber um acompanhante em seu quarto. Obviamente ela tentaria dizer que foi “apenas um primo para resolver problemas familiares [à 1 da manhã]“, porque, afinal, sua imaginação não tem limites! Como é polivalente essa moça!

Enfim, recomendo fortemente Fulana de Tal para qualquer empresa que precise de uma weasel multitarefa sem-noção no seu departamento de Comunicação! Foi um prazer trabalhar com tamanha farsante!

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Guia rápido de músicas pra dor de corno

Estava eu dia desses no metrô ouvindo a coletânea do Warrant pra começar bem o dia quando entra a versão acústica para “I Saw Red”. Esta é uma farofinha interessante que conheço há uns vinte anos, mas nunca tinha me tocado da letra.

Putzgrila. É UMA DOR DE CORNO HORRÍVEL!

When I opened up the door

I saw red

My heart just spilled onto the floor

And I didn’t need to see his face

I saw yours

I saw red when I closed the door

I don’t think I’m gonna love you anymooooore

Manja quando você imagina direitinho um clipe? Pois é. Claro que o vídeo real não tem nada da minha imaginação fértil. É só o Jani Lane com seu violão num trilho de trem (?).

Da época em que roqueiro sofria sem frescura!

Confesso: sempre curti uma musiquinha de fossa, especialmente essas de dor de corno.

Então fiquei aqui obcecando pelo tema e resolvi fazer uma listinha, pois percebo que essas músicas estão ficando cada vez mais raras (ou específicas, como quando Taylor Swift e John Mayer despejam seus mimimis pessoais e você só consegue pensar na fofoquinha em vez de ouvir a música).

Vamos lá?

Bom, ao pensar em música triste, a primeira coisa que me vem à cabeça é PHIL COLLINS. Este é o meu guilty pleasure favorito, sou fã do cara. Tinha até um texto pronto sobre ele perdido em algum lugar. O cara é o rei da pop music – e da corno music!!!!

Esta pra mim é dilacerante, apesar do clipe babaquinha:

“You said you didn’t need me in your life / I guess you were right…”

Na verdade esta é uma música onde ele já se dá um pré-toco, mas não importa! É irresistível!

E quem disse que música de corno não pode ser animada? Eis uma farofa daquelas:

Irmãos Nelsoooon! oun! :D

I’ll never forget the day

I came back just to find you in

someone else’s arms

(…)

Can’t you see

my heart’s in bits and pieces

It comes as no surprise, after all your lies

Ainda no rol das animadas, essa é bem recente e eu A-DO-RO! É cantada por Carrie Underwood, vencedora de um dos American Idol, cujas baladas country melosas podem falar sobre Jesus, patriotismo, etc. Mas essa aqui… ahh! Essa é pra mulher vingativa!!! hehehe

Right now, she’s probably up singing some
White-trash version of Shania karaoke
Right now, she’s probably saying “I’m drunk”
And he’s thinking that he’s gonna get lucky
Right now, he’s probably dabbing on
Three dollars worth of that bathroom polo
Oh and he don’t know… OH!

That I dug my key into the side of his
Pretty little souped up four wheel drive
Carved my name into his leather seat
I took a Louisville slugger to both head lights
Slashed a hole in all four tires
Maybe next time he’ll think before he cheats

Vai dizer que não é sensacional essa letra??? A-DO-RO!

Outra música MEGA CORNO que eu adoro quando toca no rádio é esta: “Too Late, Too Soon”, do Jon Secada. Putzgrila, vocês já prestaram atenção na DOR POÉTICA desse homem?? Sente a letra:

Tender was the night
Took an early flight
Rushing’ home tonight
Something wasn’t right
I can’t believe my eyes
I know I must be dreaming.

[Chorus]
Did I come home too late, too son
You in his arms told me the truth
Too late, too soon.

Teria Jon Secada chegado em casa cedo demais ou tarde demais?? Hãn, hãn?? É um GÊNIO da corno music, né não?? Amo!!

E já que estamos na praia do “amor latino” (ui! kkkk!), como NÃO citar Enrique Iglesias?? Ele é o rei do biquinho sofredor!!!! Como vocês podem perceber aqui e aqui, sou levemente obcecada/fascinada por ele.

“Do You Know (The Ping-Pong Song)” não chega a ser uma música corna (está mais para um ‘tomei-um-toco-e-estou-em-choque’), mas tenho que citar aqui só pelo refrão maravilhosamente corno:

Do you know what it feels like loving someone
That’s in a rush to throw you away?
Do you know, do you know, do you know, do ya?
Do you know what it feels like to be the last one
To know the lock on the door has changed?

LINDA, NÃO??

O clipe é fascinantemente meta e ainda tem várias caras e bocas do Enrique (Enrique confuso, Enrique transtornado, Enrique tenso, Enrique deprimido, Enrique vendo ela com outro, Enrique gritante!!!). Um deleite! Confiram:

Para encerrar essa lista de forma sofisticada, preciso citar minha última paixão musical (sim, desde 2006 eu não caio de amores por algo que me faça comprar loucamente TODOS os discos): Chris Isaak. E tem como eu não virar fã de alguém que faz músicas supercool com títulos tais como “You Owe Me Some Kind of Love”, “Don’t Leave Me On My Own” e “Things Go Wrong”?

A minha sugestão aqui fica logo com o disco inteiro chamado Forever Blue. A tracklist é tudo que você precisa para esses momentos de deprê:

  1. Baby Did A Bad Bad Thing
  2. Somebody’s Crying
  3. Graduation Day
  4. Go Walking Down There
  5. Don’t Leave Me On My Own
  6. Things Go Wrong
  7. Forever Blue
  8. There She Goes
  9. Goin’ Nowhere
  10. Changed Your Mind
  11. Shadows In A Mirror
  12. I Believe
  13. The End Of Everything
Apesar de uma ou outra canção “animadinha”, o coração partido do hômi transborda em praticamente todas as letras desse disco. Impossível escolher só uma!
Forever Blue

Compre e sofra com estilo!

E pra não dizer que me esqueci dos corneadores, aqui vai uma música sensacional do mesmo Chris Isaak, chamada “Lie To Me”:

There is a woman, trying hard to be brave.
The way that I hurt her, has made her afraid.
Things that I’m doing, are breaking her heart.
Still she’s pretending, that we’ll never part.

Lie to me, lie…..
Lie to me, lie…..
I don’t care what people may say, I know everybody lies.
I’m not trying to hurt my love, I’m only trying to get by.

Uma Noite de Amor e Música (Nick and Norah’s Infinite Playlist) em 10 frases (ou problemas)

  1. O título original é enganoso, fique com a versão em português.
  2. O ritmo do filme (ou a completa falta de) não é compatível com o fator “acontece tudo numa noite”.
  3. A história é muuuuuuito implausível.
  4. Nunca imaginei que fosse falar isso alguma vez na minha vida, mas… TOCA MÚSICA DEMAIS, chega a perturbar.
  5. Alô som, REGRA: diálogos podem acontecer SEM fundo musical de vez em quando, ‘mkay?
  6. Outra REGRA, hein: frases pseudoespirituosas sobre The Cure não fazem do seu filme algo “indie”, especialmente se ele é recheado de ceninhas clichês de adolescentes!
  7. A impressão que eu tive foi de um roteiro preguiçoso, no piloto automático – como se o téin-téin-téin chato tocando sem parar atrás das falas, as roupas, o fato de estarem circulando por NY à procura de um show alternatchivo e as caras e bocas indies dos personagens já fossem o suficiente para garantir plateia.
  8. Ou seja: a atmosfera da história (o “fundo”, a “ambientação”) pulou na frente da história dos personagens, o que foi bastaaante constrangedor.
  9. O final-catarse (com todo mundo se encontrando, blablabla) não poderia ter sido mais sessão da tarde, tsc.
  10. Substitua “indies” por “outcasts”, “show obscuro” por “baile de formatura”, “amigos gays” por “amigos cômicos” e “estúdio cool” por “bolo de aniversário” e temos maaaais um filme com a Molly Ringwald!

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