Sobre “Game Change” e as eleições americanas

Fui ver este telefilme toda animada, achando que eu iria confirmar todas as minhas suspeitas sobre como o partido republicano pode ser evil, como a Sarah Palin é uma desmiolada, etc. etc.

Já tinha visto metade da FOXNews esbravejar contra o filme, inclusive a própria Palin, todos acusando a HBO e Hollywood inteira de ser pró-Obama (!) quando o trailer saiu.

Uma pena ter rolado um “boicote” por parte dos conservadores. Eles se surpreenderiam com o resultado. Game Change é um filme honestíssimo, sem pender para lado nenhum. Eu arriscaria até a dizer que ele é bastante doce com a sua protagonista, Sarah Palin (a ideia de que este é um filme pró-Obama não poderia ser mais equivocada. Ora, é pró-Obama só porque mostra que ele ganhou? Well, dãaa! Ele ganhou, não ganhou?? Não dá pra mudar isso, néam? Tsc!).

Alucinações à parte, fiquei bastante tocada pelo retrato que fizeram da pobre coitada sem-noção do Alasca. Sim, fiquei com pena daquela maluca!

O que o telefilme mostra sem qualquer pudor é a jogada de marketing que foi a escolha dela para vice de John McCain. Vemos os coordenadores de campanha ‘googlando’ vários nomes até se depararem com o da então governadora. Aí, assistindo a um vídeo no YouTube, todos se encantam. Atentem: o que chamou a atenção de todos não foi o currículo, ou o que ela andou fazendo pelo Alasca – o fascínio foi pelo seu carisma. E carisma ela tem demais!

Sarah Palin é fascinante. Eu estava de férias na época do discurso que ela fez quando aceitou ser candidata a vice-presidente e assisti ao vivo. Fiquei encantada na hora! Aquela mulher surgiu do nada e cada palavra que saía de sua boca me empolgava! Assim como empolgava todo mundo nos bastidores da campanha, até que…

Game Change mostra muito bem como o castelo de cartas caiu: na hora das entrevistas. Ahh, as entrevistas… Era um mico maior que o outro! Um desavisado pode até achar que o filme “humilha” a ex-governadora ao mostrar coisas como ela dizendo que Saddam Hussein foi o responsável pelo 11 de Setembro, memorizando o que falar sem precisar entender nada, etc. Mas c’mon: alguém se espanta de um político novato do fim do mundo ser assim? Mostrar aquela preparação toda não a “humilha”; apenas retrata o nível altamente profissional das campanhas americanas. É tudo showbusiness – ou, como diz um dos personagens, “a bad reality show”.

Mas há também um outro lado, mais humano: Sarah Palin praticamente surtando com a pressão que vinha de todos os lados (ela vivia com anotações pra lá e pra cá, não conseguia aprender nada e não respondia aos assessores). Aquilo não me pareceu de todo inverossímil: alguém como ela poderia facilmente “shut down” em tal circunstância. Deu pena dela. Sério. Não achei em nenhum momento que mostrar tais fraquezas tivesse sido algo “anti-Palin”. Muito pelo contrário.

Vemos sua obsessão por querer saber sua popularidade no Alasca; sua preocupação com a imprensa de lá, ao mesmo tempo em que não levava a sério entrevistas para a mídia nacional; seu sofrimento com os boatos acerca de seu filho mais novo; os miniescândalos semanais; o filho que foi pra guerra; e por aí vai. Acabou passando mesmo a sensação de que ela era uma simples soccer mom empurrada para dentro de um furacão. Pobre coitada.

Game Change não é tendencioso. Contextualiza direitinho como ela conseguiu dar a volta por cima e sair de uma eleição fracassada para se tornar uma liderança de peso no partido republicano. Se o telefilme pecou em alguma coisa, foi na escolha de Julianne Moore para representá-la. Por mais que seja boa atriz, não chega nem perto do (impressionante) magnetismo da verdadeira Palin.

No mais, a cena que me valeu o filme não teve nem muito a ver com a protagonista. Na noite da eleição, já com todos percebendo a derrota, uma assessora se aproxima do chefe da campanha (interpretado por Woody Harrelson), chorando, e diz: “preciso te contar uma coisa… eu não votei”.

Tive um leve insight nessa hora: por que será que a eleição é realmente decidida por dois ou três swing states? Ou, como aquele filme com o Kevin Costner (Swing Vote, que ganhou o bizarro título “Promessas de um Cara de Pau” no Brasil) extrapolou, será tudo sempre tão empatado que às vezes temos a impressão de que tudo dependeria de uma única pessoa?

Estou convencida de que a eleição nos EUA é principalmente decidida por quem não vota. Fiquei pensando aqui… quanta gente simplesmente deixou de votar porque os candidatos republicanos não chegavam aos pés do Obama? Claro que tem toda a questão inversa, de quem vai votar ser fundamental: a esperança que o Obama trazia em 2008 fez com que jovens se empolgassem para ir às urnas, e provavelmente isso ajudou. Ok. Mas fiquei com a impressão de que só isso não é suficiente. Foi preciso, sim, um empurrãozinho-vergonha-alheia dos conservadores, que preferiram ficar em casa dessa vez (lembrem-se de que John McCain não é muito querido dentro do próprio partido republicano… então daí pra neguinho não ir votar é um pulo).

Então, se há algo a tirar disso é o seguinte: fiquemos atentos a quem não for votar em 2012. Mitt Romney corre um sério risco de ser mais uma vítima, pois será preciso convencer os ultrarreligiosos a saírem de casa pra votar num… num… mórmon. E o Sr. Obama também tem que ficar esperto, pois tem uma galera megaliberal revoltada com ele. A ver.

Marina Oliveira quicou MUITO com a parte do filme em que se cogitou uma corrida suprapartidária, com o Joe Lieberman de vice!! E se, hein?? E se??? Uaau!

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Recomendação imaginária que eu adoraria fazer no LinkedIn

Fulana de Tal é uma profissional como pouco se vê. Animada e esperta, conseguiu entrar para a nossa equipe forjando um currículo e tanto! Onde se lia “sênior” ou “gerente por 2 anos”, na carteira de trabalho diz “júnior” ou “assistente” por 3 meses, e por aí vai. Sua criatividade não tem limites. Para as tarefas mais árduas tinha estratégias fenomenais, como procrastinar, enrolar ou até mesmo inventar que dependia de vários empecilhos falsos para prosseguir.

Força de vontade para ficar navegando na internet a esmo não lhe faltava! Para ficarmos sabendo das maiores futilidades da semana era com ela que contávamos. Vídeo polêmico do Big Brother? Comportamento retardado de alguma celebridade? Ela estava a postos, sempre superinformada e superantenada. Sabia tudo de internet! Inclusive ela é expert em deletar históricos do browser! Não disse que era esperta?

Graças à Fulana de Tal, descobrimos que é possível mentir cheia de confiança para seu superior, seja tanto para assuntos importantes como “implantar serviço junto ao webmaster” quanto para coisas mínimas, como “enviar email para Beltrano com arquivo”. Era só dizer que havia feito e mais nada. Ficava por isso mesmo. Afinal, trabalho é algo tão entediante, né? Pra que fazer? Mexer no celular loucamente é tão mais legal! É só dizer que fez e pronto, de volta para o Facebook papear e compartilhar páginas imbecis, além de curtir status adoidado! Espetacular sua atitude, Fulana está de parabéns.

Sempre demonstrou iniciativa para se esquivar da produção. Se não ficassem diariamente no seu pé, como se ela fosse uma criancinha distraída no jardim de infância, com certeza aquele livro não saía de sua mesa, não é mesmo?! Empenho é isso!

E o que falar do marketing? Sua perspicácia atingia níveis espantosos, para alguém tão especializada no assunto. A cada texto que precisasse transformar em release de uma página, era notória sua capacidade de pegar as frases mais insignificantes e esquecer todas as informações principais! Adorável também era quando, por preguiça pura, aumentava o tamanho da capa na página para caber menos texto e ela ter menos trabalho. É ou não é proativa?

Sempre disponível para viagens, não se espante se ela receber um acompanhante em seu quarto. Obviamente ela tentaria dizer que foi “apenas um primo para resolver problemas familiares [à 1 da manhã]“, porque, afinal, sua imaginação não tem limites! Como é polivalente essa moça!

Enfim, recomendo fortemente Fulana de Tal para qualquer empresa que precise de uma weasel multitarefa sem-noção no seu departamento de Comunicação! Foi um prazer trabalhar com tamanha farsante!

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Guia rápido de músicas pra dor de corno

Estava eu dia desses no metrô ouvindo a coletânea do Warrant pra começar bem o dia quando entra a versão acústica para “I Saw Red”. Esta é uma farofinha interessante que conheço há uns vinte anos, mas nunca tinha me tocado da letra.

Putzgrila. É UMA DOR DE CORNO HORRÍVEL!

When I opened up the door

I saw red

My heart just spilled onto the floor

And I didn’t need to see his face

I saw yours

I saw red when I closed the door

I don’t think I’m gonna love you anymooooore

Manja quando você imagina direitinho um clipe? Pois é. Claro que o vídeo real não tem nada da minha imaginação fértil. É só o Jani Lane com seu violão num trilho de trem (?).

Da época em que roqueiro sofria sem frescura!

Confesso: sempre curti uma musiquinha de fossa, especialmente essas de dor de corno.

Então fiquei aqui obcecando pelo tema e resolvi fazer uma listinha, pois percebo que essas músicas estão ficando cada vez mais raras (ou específicas, como quando Taylor Swift e John Mayer despejam seus mimimis pessoais e você só consegue pensar na fofoquinha em vez de ouvir a música).

Vamos lá?

Bom, ao pensar em música triste, a primeira coisa que me vem à cabeça é PHIL COLLINS. Este é o meu guilty pleasure favorito, sou fã do cara. Tinha até um texto pronto sobre ele perdido em algum lugar. O cara é o rei da pop music – e da corno music!!!!

Esta pra mim é dilacerante, apesar do clipe babaquinha:

“You said you didn’t need me in your life / I guess you were right…”

Na verdade esta é uma música onde ele já se dá um pré-toco, mas não importa! É irresistível!

E quem disse que música de corno não pode ser animada? Eis uma farofa daquelas:

Irmãos Nelsoooon! oun! :D

I’ll never forget the day

I came back just to find you in

someone else’s arms

(…)

Can’t you see

my heart’s in bits and pieces

It comes as no surprise, after all your lies

Ainda no rol das animadas, essa é bem recente e eu A-DO-RO! É cantada por Carrie Underwood, vencedora de um dos American Idol, cujas baladas country melosas podem falar sobre Jesus, patriotismo, etc. Mas essa aqui… ahh! Essa é pra mulher vingativa!!! hehehe

Right now, she’s probably up singing some
White-trash version of Shania karaoke
Right now, she’s probably saying “I’m drunk”
And he’s thinking that he’s gonna get lucky
Right now, he’s probably dabbing on
Three dollars worth of that bathroom polo
Oh and he don’t know… OH!

That I dug my key into the side of his
Pretty little souped up four wheel drive
Carved my name into his leather seat
I took a Louisville slugger to both head lights
Slashed a hole in all four tires
Maybe next time he’ll think before he cheats

Vai dizer que não é sensacional essa letra??? A-DO-RO!

Outra música MEGA CORNO que eu adoro quando toca no rádio é esta: “Too Late, Too Soon”, do Jon Secada. Putzgrila, vocês já prestaram atenção na DOR POÉTICA desse homem?? Sente a letra:

Tender was the night
Took an early flight
Rushing’ home tonight
Something wasn’t right
I can’t believe my eyes
I know I must be dreaming.

[Chorus]
Did I come home too late, too son
You in his arms told me the truth
Too late, too soon.

Teria Jon Secada chegado em casa cedo demais ou tarde demais?? Hãn, hãn?? É um GÊNIO da corno music, né não?? Amo!!

E já que estamos na praia do “amor latino” (ui! kkkk!), como NÃO citar Enrique Iglesias?? Ele é o rei do biquinho sofredor!!!! Como vocês podem perceber aqui e aqui, sou levemente obcecada/fascinada por ele.

“Do You Know (The Ping-Pong Song)” não chega a ser uma música corna (está mais para um ‘tomei-um-toco-e-estou-em-choque’), mas tenho que citar aqui só pelo refrão maravilhosamente corno:

Do you know what it feels like loving someone
That’s in a rush to throw you away?
Do you know, do you know, do you know, do ya?
Do you know what it feels like to be the last one
To know the lock on the door has changed?

LINDA, NÃO??

O clipe é fascinantemente meta e ainda tem várias caras e bocas do Enrique (Enrique confuso, Enrique transtornado, Enrique tenso, Enrique deprimido, Enrique vendo ela com outro, Enrique gritante!!!). Um deleite! Confiram:

Para encerrar essa lista de forma sofisticada, preciso citar minha última paixão musical (sim, desde 2006 eu não caio de amores por algo que me faça comprar loucamente TODOS os discos): Chris Isaak. E tem como eu não virar fã de alguém que faz músicas supercool com títulos tais como “You Owe Me Some Kind of Love”, “Don’t Leave Me On My Own” e “Things Go Wrong”?

A minha sugestão aqui fica logo com o disco inteiro chamado Forever Blue. A tracklist é tudo que você precisa para esses momentos de deprê:

  1. Baby Did A Bad Bad Thing
  2. Somebody’s Crying
  3. Graduation Day
  4. Go Walking Down There
  5. Don’t Leave Me On My Own
  6. Things Go Wrong
  7. Forever Blue
  8. There She Goes
  9. Goin’ Nowhere
  10. Changed Your Mind
  11. Shadows In A Mirror
  12. I Believe
  13. The End Of Everything
Apesar de uma ou outra canção “animadinha”, o coração partido do hômi transborda em praticamente todas as letras desse disco. Impossível escolher só uma!
Forever Blue

Compre e sofra com estilo!

E pra não dizer que me esqueci dos corneadores, aqui vai uma música sensacional do mesmo Chris Isaak, chamada “Lie To Me”:

There is a woman, trying hard to be brave.
The way that I hurt her, has made her afraid.
Things that I’m doing, are breaking her heart.
Still she’s pretending, that we’ll never part.

Lie to me, lie…..
Lie to me, lie…..
I don’t care what people may say, I know everybody lies.
I’m not trying to hurt my love, I’m only trying to get by.

Uma Noite de Amor e Música (Nick and Norah’s Infinite Playlist) em 10 frases (ou problemas)

  1. O título original é enganoso, fique com a versão em português.
  2. O ritmo do filme (ou a completa falta de) não é compatível com o fator “acontece tudo numa noite”.
  3. A história é muuuuuuito implausível.
  4. Nunca imaginei que fosse falar isso alguma vez na minha vida, mas… TOCA MÚSICA DEMAIS, chega a perturbar.
  5. Alô som, REGRA: diálogos podem acontecer SEM fundo musical de vez em quando, ‘mkay?
  6. Outra REGRA, hein: frases pseudoespirituosas sobre The Cure não fazem do seu filme algo “indie”, especialmente se ele é recheado de ceninhas clichês de adolescentes!
  7. A impressão que eu tive foi de um roteiro preguiçoso, no piloto automático – como se o téin-téin-téin chato tocando sem parar atrás das falas, as roupas, o fato de estarem circulando por NY à procura de um show alternatchivo e as caras e bocas indies dos personagens já fossem o suficiente para garantir plateia.
  8. Ou seja: a atmosfera da história (o “fundo”, a “ambientação”) pulou na frente da história dos personagens, o que foi bastaaante constrangedor.
  9. O final-catarse (com todo mundo se encontrando, blablabla) não poderia ter sido mais sessão da tarde, tsc.
  10. Substitua “indies” por “outcasts”, “show obscuro” por “baile de formatura”, “amigos gays” por “amigos cômicos” e “estúdio cool” por “bolo de aniversário” e temos maaaais um filme com a Molly Ringwald!

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REGRA: bandas ‘maomenos’ que adoramos sem lógica alguma são apenas paixão de adolescente

O mimimi talvez comece com um: “é (ou foi) uma banda subestimada…”

Pronto. Aí tem. Quando aquele seu chapa começa assim um papinho pra justificar seu gosto irremediável por certa banda meia-boca, você já sabe. É a paixão adolescente falando.

Há bandas pelas quais nos apaixonamos loucamente sem qualquer lógica porque, bem, a adolescência tá aí pra isso. Com 13 anos ninguém pensa direito – mas ô como aquela música, daquele grupo, muda a sua vida! 

O foda é que você estará condenado a levar isso para a sua tumba. Seu gosto musical é moldado ali, portanto não há nada que se possa fazer.

Claro que é muito legal você bradar referências como Smiths, Cure, Stone Roses, Clash. Mas, vem cá, confessa pra tia Má: isso veio depois, néam?

Também não estou falando de Menudos ou quetais. Isso é infância. Pense adolescência. Com 13 anos você descobriu que pode sentir tesão. Não só pela pessoa ao lado como por aquela música, aquele estilo, aquela banda. Algo te fez pirar nessa época, vai. E sua vida mudou. E muuuuito provavelmente não foi por causa de algo digno como, hmm, Massive Attack.

A banda “CLICK!” provavelmente terá sido um Information Society.

Ok, este foi um exemplo ruim, porque geralmente quem gostava de InSoc tem discernimento para saber que foi uma fase, que abriu portas na época e que o mundo gira. Eu quero implicar é com as pessoas que tentam se justificar pelas porcarias que ouviu aos 13 usando um “street cred” imaginário, hehe.

Vejamos o Guns N’Roses. Foi uma das minhas paixões, não nego.  Foi o que me levou para Poison, etc. Hoje eu acho *um saco* e amo bandas bem mais farofentas que isso. Tenho total noção de que foi uma fase.

Mas o que mais existe por aí é fã da banda que não só exclui o Guns do rol da farofa (FALA SÉRIO!) como se justifica falando coisas nonsense sobre o som do grupo (seeeei. A banda é uma exceção da farofa só porque você curtia né? Ahã!) , terminando triunfante com um “Foi com eles que me interessei pelo rock e daí fui para [insira aqui seu estilo de rock que pega bem entre a galera]”.

Bocejos.

Leia-se: eu me apaixonei aos 13 pelas músicas dos caras e não sei o que fazer a respeito.

Atenção, atenção, news flash: Guns N’Roses. não. tem. NADA. DEMAIS. Foi só paixão adolescente. Aceite. Ponto. Parágrafo.

Há trilhões de bandas assim. E fica difícil distinguir o que é alucinação adolescente do que não é quando rola uma multidãozinha repetindo as mesmas coisas ilógicas.

Faith No More, por exemplo, foi minha paixão. Não ouço tanto ultimamente, mas acho foda. Recomprei todos os cassetes que eu tinha em CD. Loucurinha de 13 anos ou banda válida? Taí, não tenho resposta. É MUITA GENTE na mesma situação que a minha, então fica difícil saber se é alucinação coletiva por culpa da MTV ou realmente a banda é genial.

Minha paixonite pelo DuranDuran eu acho que é loucurinha. Amo até hoje, mas sei que é completamente ilógico, a banda não tem nada demais.

The Cult também é loucurinha. Chego a ficar meses ouvindo as baladas em loop até hoje, mas não tem nada demais, certo?

Van Halen? David Lee Roth? Ah, eu amo demais para dar um palpite…

U2, então …. oun! <3 (quem disser que é loucurinha e que a banda não é nada demais leva uma BIFA!) :P

Deu pra sacar que quando se trata do próprio umbigo a coisa fica complexa, né? Então vou partir para o umbigo alheio. Eis as bandas que eu acho que ganham atenção demais à toa. Pra mim é tudo loucurinha adolescente, apesar de ninguém assumir o fato:

  1. Raimundos
  2. Stone Temple Pilots
  3. Papa Roach
  4. Alice in Chains
  5. Foo Fighters
  6. Black Eyed Peas
  7. Limp Bizkit
  8. Greenday
  9. A-ha
  10. Oasis

A fascinante e TENSA arte da preparação de texto

Preparação de texto – ou, como chamo, “revisão da revisão”. Esta é uma das tarefas mais alucinantes que eu tenho no meu trabalho. Adoro-adoro-adoro fazer, mas é um processo demorado de edição, padronização e adequação ao produto LIVRO.

É pegar um texto e às vezes fazer milagre com ele.

Diferentemente de jornal e revista, que possui gente contratada para fazer textos e gráficos nos rígidos padrões impostos em manuais de redação, o texto que vai virar livro é basicamente uma criação ‘amadora’. O autor pode ser qualquer um com algo a contar. Não fez faculdade para ser escritor. Simplesmente se tornou um.

Então cabe a nós, figurinhas escondidas em editoras, a transformar aquilo num livro. Às vezes é fácil, às vezes não.

Às vezes você se depara com um livro de programação que resolve definir “desaniversário” (!) de forma incorreta e fazer todos os exemplos com base nesse erro (!!). E agora?

Agora eu estou há uns quarenta minutos parada aqui pensando no que fazer. E também agradecendo aos céus por ser fã de Alice no País das Maravilhas. E se eu não fosse? E se em algum outro livro anterior o autor citou uma besteira que eu não fui checar, porque parti do princípio de que o cara sabia do que estava falando?? Eu sei inglês e francês, talvez até um espanhol de leve, mas e aquela referência em alemão? Será que falta alguma letra???

É uma neura, viu! Não é à toa que é DIFICÍLIMO achar alguém que não surte em poucos meses de estágio.

Você tem que checar TUDO? O quão confiável é um autor? Como saber isso?

Aí é que tá. Cabe à produção editorial ter essa intuição, esse feeling sobre se aquilo que apareceu no texto precisa ser checado ou não.

Então, tia Má, quanto mais se sabe do assunto, melhor pra você que tem que preparar o texto? Não necessariamente. Acho que quanto mais noção e conhecimento geral sobre as coisas (TODAS AS COISAS. Como dá pra notar no meu exemplo, pode acontecer de tudo, até Alice em livro de programação…), melhor. Porque o autor vai deslizar é no detalhe, não no principal, certo? ;)

Como trabalho com livros técnicos com ênfase justamente em tecnologia, é uma bênção ser meganerd ;) Eu amo o assunto. Sei mexer dentro dos códigos COM RESPONSABILIDADE, verificar alinhamento, etc. Mas se não fosse meu amor pela história de Lewis Carroll…….

(Vai dizer: dá ou não dá aquele frio na espinha de pensar em ter deixado passar um monte de asneiras??)

Só não fiquei maluca ainda porque AMO o que faço. E porque tento a cada dia fazer melhor, ser cada vez mais ninja.

Minha dica primordial para quem quiser sofrer, ops, trabalhar com isso é simplíssima:

LEIA.

Leia o que está fazendo. Muita gente está ali só à cata de erros da revisão, ou de padronizar detalhes, ou só lendo dinamicamente. Para uma preparação BOA de texto, não tem jeito: você tem que ler profundamente o futuro livro, demorar mesmo com aquilo na sua frente.

Não precisa ficar neurótico duvidando de tudo o que está escrito, mas você deve ler atentamente pra checar consistência (“esse cara já falou isso…”), coerência (“opa, o nome do personagem está trocado!”) e clareza (“esse ‘ele’ se refere a que pedaço da frase?”).

Eu sei que não é fácil quando o assunto é tedioso ou alien. Mas não é impossível.

Marina Oliveira acha que a parte mais encantadora do seu trabalho é a possibilidade de poder aprender algo novo todo dia!

Considerações rápidas sobre os hits do momento – início de 2011

Quando ouvi pela primeira vez a canção “Born This Way”, da Lady Gaga, me deu uma AGONIA! Ela é tão chupada de tantas outras músicas que quase morri escutando em loop pra ver se me lembrava quais eram. Não recomendo isso. Mas consegui!!

  • Madonna – Express Yourself (a mais óbvia referência, ao longo da música inteira, mas especialmente na primeira parte do refrão)
  • TLC – Waterfalls (“My mama told me when I was young/ etc /” até uns 3 versos depois. Mesma melodia! Dá pra cantar em cima!)
  • Bon Jovi – Lay Your Hands on Me (no final do refrão, aquela parte “baby, I was born this waaaay”  é IDÊNTICAAAAA ao “Lay your hands on meeeee” gritado do Jon Bon Jovi. Vai lá ouvir, não estou louca)
  • Erasure – Star (aquele iniociozinho téin-téin-téin)

*****

E o Enrique Iglesias lançou um single chamado “Tonight (I’m Fuckin’ You)”. Sério. Sério. Sério.

E mesmo tendo a participação do Ludacris eu curti! (Pois é… ninguém mais se espanta com essa minha obsessão pelo latin lover mais canastra do momento, né?)

Cate aí pelos arquivos dos “Surtos Musicais” que você vai ver que ando registrando com fascínio essa nova guinada na carreira do cantor, que agora resolveu se lançar na dance music.

Esta canção surpreende pelo título, ahn, ousado, especialmente para quem HÁ ANOS em seus clipes finge beijar lindas mulheres na boca. Sim, finge. Você nunca vê realmente um beijo, preste atenção!!

Mas divago.

*****

O Bruno Mars é uma coisa curiosa: feito milimetricamente para ser um daqueles cantores-ídolos pop da “juventude” (ui! Soei velha aqui??), esqueceram de dar um trato no visual do cara. Ô chapéu canastra, hein?? Fala sério!

É um espanto ele estar sempre entre os mais tocados mesmo com esse chapéu. Juro.

Mas falando sério agora, o garoto tem voz. Ouçam “Grenade”, que pra mim é a música menos péla-saco dele. Tem uma outra divertida, por causa do clipe: “The Lazy Song”. Aproveite, ele está sem chapéu!

All in all, o Bruno Mars me parece um Michael Jackson mais normalzinho. E sem a luva.

*****

“Blow” (Ke$ha) = “Till The World Ends” (Britney Spears)

Sério. Ambas têm o mesmo “o-o-o-o-oh”. Difícil distingui-las. A música da Ke$ha é ligeiramente melhorzinha. Ligeiramente, reforço.

Mas talvez eu ache isso por causa do clipe com unicórnios-humanos freak de “Blow”. Rola todo dia na academia e colabora fortemente para que eu me distraia do tédio que é malhar. Thanks, Ke$ha!

Mas não adianta que ninguém tira da minha cabeça que a Ke$ha só não é filhote da Disney por mero acaso. Certas canções você pode facilmente fechar os olhos e imaginar a Hillary Duff dando pulinhos com um microfone na mão. Faltou só um seriado no Disney Channel, porque de resto segue a mesmíssima cartilha. Na booooa…

Dez vantagens de ter um motel no Downtown

Gente, juro! Não sei como não pensaram nisso antes! Como disse aqui no meu Tumblr, cinema, comida e sexo são o que os casais mais fazem na vida! Por que caralhos o sexo tem que ficar longe das outras duas coisas é um mistério.

A não ser que a lei proíba e tal, ou seja uma conspiração da indústria automobilística, a ideia é muito boa!

E mesmo se for proibido… vem cá… o que tem de tão pervertido na existência de motéis perto de cinemas e restaurantes? É porque teoricamente o Downtown é um “shopping”? Que besteira! Em Laranjeiras tem motel GRUDADO EM ESCOLA, então vamos parar com o moralismo já.

(Aliás, motel perto de cinema ia evitar putaria nas salas vazias, hein…)

Opa! Vantagem 1 tá aí em cima! Mas olha só como sou capaz de listar outras dez:

1. Você vai pro cinema. Sessão tá lotada. Só tem ingresso pra dali a 3 horas. Em vez de bufar e acabar vendo outra coisa que você não quer, por que não comprar o ingresso pra dali a 3 horas e passar esse tempo morto transando? HEIN, HEIN, HEIN? Sounds gooood, right? ;)

2. Isso estimularia o cinema de forma absurda. Acredito piamente que muitos e muitos casais assistiriam 2 filmes só para passarem o “tempinho extra” entre as sessões namorando a sós.

3. Rapidinhas! Rapidinhas! Ali seria local ideal para criar períodos de 30 minutos, 60 ou 90 minutos etc. Não precisa ter coisas exóticas como banheira de hidromassagem, discoteca ou whatever.

4. Representaria uma economia e tanto em gasolina para os homens – que são quase sempre os motoristas. Pra quê dirigir até um motel depois do cinema?

5. Outra coisa benéfica – especialmente para os adúlteros: acabou aquilo de ter medo de ser visto saindo de carro de um motel (ou a pé, o que é extremamente hilário – já fiz isso, hein! Estou me zoando!). Sair do Downtown de carro ou a pé não incrimina ninguém…hehe. Mesmo depois de todo mundo ficar sabendo que ali tem um motel, ir ao Downtown não será nunca sinônimo de infidelidade, né! (sinto muito se sua mulher for neurótica…)

6. A farra do almoço executivo ganha um novo significado. Ali no Downtown, no Città e redondezas há dezenas de escritórios.

7. Happy hour e tarefas pós-expediente seguem o mesmo raciocínio – e, hey, isso não vale só para adúlteros. Se você namora sério seu cow-worker, por que não? Ou talvez você esteja a caminho de casa, com o maridão? Quem resistiria a, num mesmo lugar, ir ao dentista, à farmácia, ao sex shop e ao motel? PAGANDO UM SÓ ESTACIONAMENTO? Eu sou uma gênia, diz a verdade! :P

8. As possibilidades de desconto seriam infinitas: comprou na sex shop, ganhou desconto no motel. Foi no motel, ganhou desconto no cinema. Foi ver um filme censura 18 anos, ganhou 30 minutos no motel. E etc etc etc etc!

9. Você acha que os restaurantes iam sofrer, pois todo mundo ia preferir passar as horas entre quatro paredes? Que nada! Pessoas têm fome. DELIVERY, meu povo!

10. E ainda tem mais! O Downtown é cheio de barzinho! Cheio daquelas comemorações de aniversário! Muita azaração nas redondezas de um motel = não precisar de carona constrangedora depois. Cada um vai pr’um canto! Cai na vantagem 4 também, hein, homens! E o que dizer desta situação: você vai com o seu carro, encontra aquela gatcheeenha na festa do seu amigo, mas que também está de carro… comofas? (e aí, já somou 2 e 2? hehehe)

Então? O que estamos esperando??

Marina Oliveira só vê uma desvantagem nessa empreitada: o dia dos namorados no Downtown ficaria INSUPORTÁVEL.

Vivo ou morto? De qualquer forma, o cliente é o cocô

Já que ninguém me atende na Vivo, e estou tão tão irritada aqui, resolvi usar o clichê do “publicar um post irado pra ver se me sinto melhor”.

Então.

Era uma vez meu 3G Vivo Zap. Eu o uso quando quero ficar sentada na minha mesa no quarto, pois aquela posição é a única onde o wi-fi de casa não pega (oh ironia!).

Há semanas, contudo, Vivo Zap e nada é a mesma coisa. Conecta e tal, mas só chat e mail funcionam. Site não entra, ou então leva dez, doze minutos para carregar. YouTube, então, é melhor esquecer.

Quando consigo entrar no speedtest.net, para medir a velocidade da conexão, é de chorar.

Vivo fail!

Agora vê se há qualquer condição de pagar R$119,90 por mês para isso.

Não, né? Então resolvi ligar. Duas semanas atrás. Fiquei 7 minutos em hold e desisti quando a linha caiu. Semana passada tentei de novo. 8 minutos em hold e desisti porque a conexão meio que funcionou por alguns instantes.

Aí hoje fui tentar de novo. DOZE MINUTOS em hold, até que uma mulher me atende. Não fica nem 2 minutos comigo no telefone, me põe em hold de novo. MAIS OITO MINUTOS DE HOLD, E A LINHA CAI.

Vinte minutos da minha vida se foram. Meu 3G continua um cocô. Mas, pior que isso, cocô SOU EU. Que há semanas tento contactar meu provedor e não consigo. Que não consigo entrar num mero site como o Google com o Vivo Zap. Que pago um bocado de reais pra ter 0.13 Mbps de conexão (download) e 0.04 Mbps de upload.

Ridículo. Patético. COCÔ.

Já estou aqui sofrendo só de pensar no perrengue que vai ser cancelar o serviço. Espero que não tenha que chegar a isso. :(

Show do Richie Kotzen no Hard Rock Café

Antes de implicar horrores com esses indies-hipsters safados que acham que são suuuper alternatchivos indo a festivais lotadérrimos de outras milhares de pessoas igualmente, uhm, “indies”, deixe-me começar emocionada: nunca imaginaria que, na minha vida, eu assistiria a um show do meu amado Richie Kotzen. E AINDA POR CIMA A TRÊS PASSOS DO HÔMI! Ôoooun!

O show foi adoravelmente cool – sem contar que foi fascinante assistir ao público. Ahh, o público… que coisa FODA!!!!

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(o namorado resmunga dizendo que eu me importo demais com as pessoas presentes, mas vai dizer que isso não faz pelo menos metade do show? ;)

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Minha expectativa para o público do show do Richie Kotzen estava mais para uma grande interrogação. QUEM NESSA CIDADE GOSTA DELE? Não fazia ideia de que pelo menos outras 150 pessoas também curtiam! Claro que vi muitos paulistas por lá, o salão não estava lotado, mas… achei DIGNO.

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Começou por um garoto (juro, garoto! Não devia ter 20 anos!) com uma blusa branca do Bon Jovi na minha frente na fila pra comprar ingresso.

HÁ ESPERANÇA PARA O MUNDO!!! Ôoooun!

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Tinha cabeludo, tinha fã do Iron, tinha o irmão Nelson moreno, tinha aquele típico-fã-freak-de-guitarrista-virtuoso (toda uma subespécie do “roqueiro véio”), tinha groupie…

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Achei a galera muuuuuito cool. Não havia histeria nem berros alucinados, ninguém quis pular no palco, ninguém precisou se estapear ou se apertar para ver o show… ADOREI!

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Aliás, várias pessoas preferiram sentar nas mesas, pedir seus sanduíches e comer vendo o show. E dava pra ver numa boa! Eu fiz isso na hora do bis e não me arrependo. Estava FAMINTA!

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Já começa com o detalhe do show estar marcado para 18hs (com “abertura dos portões” – kkkk! – às 17hs!). O show começou às 19:30 e durou duas horas. Ou seja, EXATAMENTE NA HORA DO JANTAR.

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Pois antes das 22hs eu já estava em êxtase pós-show e com a barriga cheia do sanduíche mais insensato ever (o meu é o da esquerda, o do namorado, o da direita):

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Olha só como eu estava pertinho do Kotzen durante o show! Ôooooun!

Eu me prometi não ficar vendo o show pela tela do celular, mas em alguns momentos foi irresistível!

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Como esperado, o show teve bastante firula de guitarra. Amei! O cara é incrível. Incrível.

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E suas músicas são liiiindas, liiiindas, especialmente as baladas. Surpreendeu ele ter tocado várias do Into The Black! Mais surpreendente ainda foi ver todo mundo cantando junto “You Can’t Save Me” e “Doin’ What The Devil Says To Do”. Porra, eu fui pra SP comprar esse disco, desesperada, e paguei 75 paus! WTF!?!

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Algumas músicas eu não conhecia. Confesso que por contenção de despesa não comprei o disco novo :(  #indigna Tá, eu podia ter baixado, mas cadê tempo pra catar Richie Kotzen no SoulSeek, ainda por cima num Macintosh?? É dificílimo!

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Hilário isso de ver um show de um artista que eu amo num restaurante. Fiquei me sentindo a maior indie da paróquia, pelo sentido “alternatchivo” da palavra.

(Só não barrou o show do “Nice Man” numa boate no Catete, que eu considero o evento mais indie – aí sim no sentido pleno do termo! – que eu já presenciei na minha vida. Bons tempos…)

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Detalhe DIGNO: o Kotzen foi pra área externa do local para atender os fãs! Bateu fotinho, assinou CD… e os outros 2 integrantes da sua banda circulavam por ali normalmente, sem ninguém dar a menor bola!!!!

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Por fim, o curioso/bizarro/insólito da noite foi descobrir que marcado para 23hs o Hard Rock Café anunciava outra atração: Ruanitas! (oi?)

Marina Kotzen está tão feliz que não vai nem esfregar na cara desse pessoalzinho “indie”(aaaaaspas!) o que é a definição de alternativo ultimamente: HARD ROCK! \o/

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