Oito coisas que mudaram desde que parei de olhar o Facebook e duas coisas que continuam na mesma

Pois bem, estou afastada do Facebook desde o fim das eleições. Cheguei à conclusão de que as redes sociais, como estão configuradas agora, são predatórias. Levam ao vício de uma forma muito estranha: mostram as piores coisas pra você logo de primeira na sua timeline; assim te prende e te faz rolar e rolar a tela sem parar, até o próximo anúncio. Você se sente compelido a reagir às maluquices; você começa a se transformar em alguém que precisa alertar os outros sobre as coisas que estão falando. Você vira um “zumbi do share”.

Todos os posts acabam incitando ao ódio – mesmo que você não queira. Por exemplo: o que você escreve vai parar na timeline justamente de quem vai odiar aquilo, então você, mesmo inadvertidamente, também acaba gerando ódio (e recebendo comentários malcriados).

Sendo assim, parei de ler minha timeline no final de outubro e em novembro parei de postar.

Surpreendentemente, ganhei uma coisa chamada QUALIDADE DE VIDA! Olha quanta coisa mudou de lá pra cá:

  1. Já aprendi a fazer pelo menos 3 coisas novas na cozinha: sorvete de banana, couve refogada e caldinho de feijão! (CLARO que eu compro o feijão já pronto, néam? Vapza forever! hehehe)
  2. Já passei de várias fases no Candy Crush!
  3. A sensação angustiante de que o fim do mundo está chegando se foi!
  4. Não faço mais ideia do que acontece no minimundo da rede social, e tudo bem! (manja ‘repercussão estrondosa’ sobre alguém que postou sei-lá-o-quê que gerou um não-sei-que-lá que depois alguém comentou um troço aí, e que dura tipo 48 horas? Ignoro o que seja. E estou vivendo muito bem aqui fora! Uma vez que você desapega, soa até engraçado essas microssurtadas diárias das pessoas sobre assuntos aleatórios.)
  5. Estou comprando – e lendo – mais livros e revistas!
  6. Estou dormindo mais e melhor!
  7. A produtividade foi multiplicada no trabalho!
  8. Os assuntos são mais leves lá em casa! Parou aquilo de “aimeudeus, hoje eu vi mais uma pessoa nervosa com o fascismo chegando……”

Porém, algumas coisas não mudaram não…!!

  1. Continuo sem ferro de passar roupa em casa! Yay!
  2. A dieta prossegue! Buf!

Meu feeling sobre o debate

MEU FEELING SOBRE O DEBATE (longo)

Não, não vi tudo. Desliguei às 23:30 e vi um pouquinho agora de manhã na BANDNews, no café. Vou fazer um resumo aqui das minhas SENSAÇÕES (ui!). Fatos não importam, então nem adianta me cobrar “consistência” ou “credibilidade” sobre alguma coisa que alguém falou, porque esse não é o ponto.

Por ordem de quem eu acho que mais ganhou com o debate (ou seja, aqueles que mais despertaram reações positivas em mim). Ênfase no “em mim”. Não estou falando em nome do povo brasileiro, ok? Tenho meu viés, minhas crenças e valores, e com base nisso eu reagi da seguinte forma:

BOLSONARO – continuo pasma com ele. As melhores respostas, a melhor desenvoltura. É BIZARRO. Meu cérebro entrou em tilt, porque ele estava programado para REJEITAR o Bolsonaro, né? (Toda mulher bem informada tem que ter horror a ele, certo? É tipo obrigatório. Então eu sou desse clube.) Mas aí eu descobri que uma das poucas coisas que ele fez no congresso foi propor castrar homens que estupram!!?! Como assim, gente? Por que as mulheres odeiam ele? Fiquei cheia de dúvidas. E gostei do cara. Eu já desconfiava que essa rejeição a ele era ilógica, e agora não vejo mais muito sentido nesse ódio todo. Ele não me pareceu nem um pouco maluco, descontrolado ou “perigoso”. Ele é bom demais de conversa. Bom demais. Como previsto, as pessoas vão diminuir sua rejeição ao Bolsonaro aos poucos. Já sabemos o seguinte: os votos que ele tem, ele já não perde mais. Ou seja, ele só tende a ganhar votos, pois é muito facilmente “gostável”. Eu nunca julguei, e não é agora que vou começar a julgar quem virar o voto pra ele. É perfeitamente compreensível, e isso vai acontecer. Pessoas normais vão votar nele normalmente. É isso. É bom começar a aceitar. Bolsonaro me pareceu extremamente persuasivo.

CIRO GOMES – gente, vou confessar: eu fico HIPNOTIZADA por esse homem. Hipnotizada. Eu sinto tipo uma paixonite louca e sem sentido algum por ele. E, sim, não tem lógica nenhuma, eu sei disso. Mas ele é charmosão. Ele tem uma malemolência. Esse cara deve levar as mulheres no papo, bicho. Ele é UMA COISA. Diego viu: eu não conseguia pensar. Eu não ouvia UMA PALAVRA do que ele falava, mas achava o máximo. Toda resposta dele vinha com um sorriso, cês perceberam? Sedutorrrr!!! Arrepiei!! A mulherada toda que rejeita o Bolsonaro vai votar no Ciro, né? Aposto. Pois então. Eu estava nesse frisson até a hora que ele falou “Golpe”. Ai, Ciro. Golpe? Você é melhor que isso. Vem mais pro centro, vem. Continuo gostando muuuuito de você, mas “golpe” não dá. É tipo aquele bonitão no bar que, te seduzindo, fala de repente “a gente fumos pra praia”. Fuéeen! Tô de coração partido, mas sou fã, não tem jeito!

MEIRELLES – Gente, fiquei BOLADA. Me surpreendeu!!!! Ele se posicionou como sendo a pessoa mais razoável do recinto. Achei muito interessante. Era tipo o Yoda. “Impressionante como as pessoas aqui não entendem nada de nada e pretendem governar”, ele parecia dizer. Era como se ele fosse o único capaz de entender algo remotamente parecido com governar. Vou ficar de olho, hein. Ele pode crescer. Sabe aquela pessoa razoável que tem como critério votar em quem for fazer MENOS MAL à economia? Taí um candidato a se pensar. Se eu tiver que mudar de voto por causa das circunstâncias, ele me pareceu uma boa opção. Juro.

BOULOS – Ele é atrevidinho, não? Gostei dele falando em “esculhambação” sobre pobre pagar IPVA do carro e o rico não pagar nada pelo jatinho. Hahaha, foi legal! Porém, mandou abraço para um certo presidiário que quer se candidatar a presidente. Soou como um fantoche, foi tão bobo. Bobo e infantil, né? Acho que tô velha demais pra ir nessa onda, sei lá. Boceeejo. Eu vi também a burrice que ele fez atacando o Bolsonaro. Vocês perceberam que o Bolsonaro nem se dignificou com uma resposta? Percebam a genialidade nisso: não importa se a Val é fantasma ou não, ou whatever. Importa a reação do Bolsonaro a isso. E ele descartou com uma empáfia tão maravilhosa (não quis usar a tréplica! kkkk) que o Boulos saiu naniquinho do embate. Mas eu ficaria de olho nesse cara. Ele tem carisma e sorri muito. Passa uma boa vibe.

ALCKMIN – Caraca, que tédio! Tédio, tédio, tédio! Eu pegava o celular para jogar joguinho toda vez que ele abria a boca. Não tive o menooooor interesse pelo que ele dizia, e olha que eu já votei nele antes!! Mas teve um ponto positivo: ele sorria que nem o Ciro. Toda resposta ele tava lá, felizinho. Isso é legal. Nós automaticamente tendemos a gostar de quem sorri. Mas sei lá, só despertar simpatia? acho que não vai ser suficiente para passar para o segundo turno. Eu ainda não estou animada a votar nele.

ALVARO DIAS – Foi o Eymael do debate. Toda vez que a câmera ia nele, a gente ficava pensando o que diabos tinha de estranho ali. Eu comecei: “é botox”, “tá a cara do Pitanguy”, mas aí o Diego cravou: “é o Dedé dos Trapalhões”. E pronto, não consegui mais raciocinar depois dessa, hehehehehe. A coisa foi até meio frustrante, porque só costumo ler ou ouvir coisas boas dele. Parece que ele é bom político, ficha limpa, adorado no Sul. Mas sua presença na TV foi muito “exótica” pra mim, hehehe. Meio que assustou!

MARINA – Fraquinha, tadinha. Sobrou pra ela uma pergunta sobre aborto, achei a resposta uma lenga-lenga danada. Já votei nela antes (foi um voto anti-Serra), mas não consigo me emocionar com naaaada do que ela diz. É só um feeling que eu tenho, não tenho prova alguma disso, mas eu acho que muita gente que declara o voto nela tende a mudar de direção até outubro. E váaarios devem ir pro Bolsonaro.

CABO-SEI-LÁ-QUEM – Começou totalmente louco, né, olhando para cima!!! Repeli na hora. Achei uma loucura completa. Despreparado, gritão, e ainda falou umas duas vezes “pobrema”. Meu trabalho, vocês sabem, é literalmente zelar pelo português, então eu não consigo focar em alguém que fala errado e não faz concordância do plural. Nisso eu sou talibã. Sorry!

Lidando com a irracionalidade (ou: evitando a fadiga)

Se você lida com pessoas por tempo suficiente, acaba percebendo o quão irracionais elas são.

Quer um exemplo clássico aqui no meu trabalho? A pessoa que tem pressa do lançamento, mas se fixa em detalhes irrelevantes do livro e não desapega de jeito nenhum de fazer inúmeras correções bobinhas.

A conexão emocional dela com o material causa uma dissonância cognitiva tão forte que ela simplesmente não enxerga a hora de parar e liberar o livro – conexão esta que eu não tenho nem nunca vou ter. Eu estou de fora, tentando fazer o meu trabalho. Ela está ali dentro, com uma paixão arrebatadora por um PDF (isso acontece, hehehe) que ninguém ao redor é capaz de entender.

E aí, comofaz? Algumas possibilidades:

  • a) posso me estressar e xingar a pessoa de tudo quanto é nome toda vez que chegar um e-mail dela.
  • b) posso também tentar fazer a pessoa ver a luz dando explicações racionais para ela no telefone que culminarão em gritos mútuos.

(Pausa: sim, uma vez eu cheguei de fato a gritar com autor no telefone. Eu, de fora, tendo prazo exíguo para cumprir, via tudo muito claro na minha frente: essa 458ª alteração vai atrasar o livro. Era a maior frescura de todos os tempos: o cara queria alinhar em, sei lá, 4 milímetros?, uma determinada coisinha a todo custo que impactaria todas as mais de 50 figuras, que teriam que ser rechecadas uma a uma, no papel, com RÉGUA. Isso a menos de 30 dias do lançamento já marcado. O barraco culminou no meu grito: “ô Fulano: o quê que é mais importante? o livro pronto ou a correção?????” Ele gritou de volta, furioso: “EU QUERO A CORREÇÃO!!!! EU QUERO A CORREÇÃO!!!” Foi horrível, hehehe, e não adiantou nada eu me descabelar; a pessoa não saiu do transe nem por um segundo.)

E agora que meu humor é movido a frutas e exercícios que dão ondinha, vamos então à opção c, stress-free?

  • c) Respirar fundo, investigar o que está acontecendo com a pessoa, tentar fazê-la feliz em um primeiro momento e depois negociar algo para minimizar o estrago.

Tudo, digamos, para EVITAR A FADIGA.

Eu passei a fazer assim: tento uma aproximação amistosa, solto uma piadinha e, se percebo a dissonância cognitiva (exemplo: se a pessoa não saca a piada e fica irredutível), deixo rolar. Nem perco meu tempo argumentando coisas lógicas como “prazo”. Procuro amenizar tanto o meu sofrimento quanto o da pessoa pedindo que faça as centenas de correções de um jeito que não seja tão insano (exemplo: mandar tudo de uma vez, em vez de pingadinho) e digo que depois vou verificar.

Ela vai ficar feliz de fazer as correções dela e eu vou ficar feliz se pelo menos receber tudo de uma vez só e de forma ordenada. Daí, dependendo da situação, talvez seja até possível negociar: “olha, vamos fazer, mas essa aqui e essa ali não vai ser possível porque…”.

Acredite, muitas vezes a coisa se resolve assim. Já tive gente que até desistiu de fazer loucurinhas depois de alguns dias pensando a respeito e outros que aceitaram a impossibilidade de determinadas correções.

Conclusão: não dá para (con)vencer no grito uma pessoa que age irracionalmente. Não dá. Impossível fazer alguém ver as coisas de um jeito lógico se ela está emocionalmente envolvida.

O truque está em aceitar a irracionalidade e conduzir a pessoa, deixando-a feliz, e depois tentar contornar o que for possível (exemplo: ceder em algumas coisas, vetar outras, talvez até perguntar mais a fundo o que realmente a aflige…).

Lembre-se: todo mundo é uma contradição ambulante. Todo mundo. Não se salva um, nem eu nem você. E isso não é necessariamente ruim, é só um aspecto do ser humano que precisamos entender para não nos desgastarmos no dia a dia.

Quatro coisas tensas sobre o Bolsonaro liderar em SP

“Bolsonaro lidera corrida presidencial em SP”, diz a Veja aqui.
Então. Todo mundo devia ficar tenso com isso, porque é pesquisa em SÃO PAULO. São Paulo, pessoas. A coisa é séria.
 
Eu já estou preocupadíssima, porque:
  1. Tem uma galera que não está levando a sério o Bolsonaro subindo nas pesquisas. Gente, atenção: ELE É UM CANDIDATO VIÁVEL. THIS IS HAPPENING. Ele é uma pessoa extremamente persuasiva. Lembremos: nosso voto é irracional. Pessoas persuasivas levam muita vantagem numa eleição.
  2. A janela do Temer se abre ainda mais. Esse cara vai sair candidato. E pior: pode se reeleger (estou falando sério, observem quem são os candidatos! Por que não ele??). De novo: nosso voto é estritamente irracional. Se o Temer achar um argumento extremamente persuasivo para ficar no trono, ele pode ser reeleito, hein. Eu acho que ele já encontrou esse argumento e já está seriamente tramando. Observemos.
  3.  ‘cês ficam zoando o FHC desesperado por uma candidatura não-Alckmin, mas ele está certo. Não pode ser o Alckmin, não pode, não pode, não pode. O FHC sabe que o voto é irracional e que um candidato ‘diferentão’ faria muito mais sentido nesse ambiente crazy. Minha preocupação aqui é o mundaréu de gente à deriva, sem ter em quem votar. FHC, pelo visto, está tão tenso quanto eu, hehe!
  4. O Ciro Gomes sobe quando tiram o Lula. ISSO É MUITO MUITO TENSO. “Mas por quê, Tia Má?” Eu acredito piamente que ele seria imbatível se o Lula o apoiasse. Ciro Gomes pode ser bastaaante persuasivo (pra vocês terem uma ideia, até *eu* já votei nele uma vez, OLHA A LOUCURA!!!).

Cinco ideias aleatórias sobre o ‘vagão das mulheres’

O metrô põe guardinhas. Cavaletes. Adesivos no chão de cada estação. Nas portas do vagão. Nas paredes do vagão, por dentro. Tem aviso sonoro e tudo. Enfim. Nada disso parece estar adiantando muito. A lei do “carro das mulheres” (metrô) já tem mais de 10 anos e homem continua entrando ali todo santo dia. O marmanjo está seeeempre distraído né…? ok. Vamos supor que isso seja verdade.
 
Eu resolvi pensar aqui então POR QUE O MACHO ESTÁ SEMPRE DISTRAÍDO E NÃO VÊ A SINALIZAÇÃO. O QUE PRECISAMOS FAZER PARA CHAMAR A ATENÇÃO DELE?? Vamos lá.
 
1. Talvez as cores escolhidas sejam ruins? O fundo rosa dos avisos não deve chamar a atenção deles. Talvez isso pudesse ser repensado para algo mais agressivo, tipo vermelho? Preto?
 
2. Ok, 80% da população não sabe ler nem avisos simples, então talvez seja necessário ajuda visual com imagens e ícones que atraiam o olhar dos homens. Cerveja, bola de futebol? Silhueta de mulher gostosa? Não sei. Mas ao mesmo tempo não pode ser algo convidativo. Tem que ser algo que indique que ele não pode entrar ali.
 
3. E se mocinhas atraentes (para chamar atenção dos distraídos……) panfletassem perto das roletas? Poderiam dizer uma frase amistosa, sorrir e entregar um folheto explicando as sinalizações e o que isso significa. Pouco texto e muita imagem.
 
4. E se colocassem mocinhas atraentes na plataforma para ‘inibir’ a entrada deles ali? (Ou é feio fazer isso em 2017? Se for, sorry!) Poderia ficar uma em cada porta do vagão sorrindo e fazendo algum tipo de graça: “aqui só mulher…”. Sem hostilidade. Sem roupas muito cavadas também. Algo no meio termo, mas sem ser uniforme do metrô (e não pode ser roupa na cor rosa, please!). Tem que chamar a atenção do homem e divertir. Novamente, sempre com a ideia de inibir a entrada distraída dele, mas tudo numa boa.
 
5. Seria muito legal também se mulheres não entrassem ali com seus filhos pequenos. Tá, pode ser uma criança de 6-7 anos, mas se é menino não devia estar ali. A mãe tem que educar desde cedo e ir com ele para outro vagão. O garoto daqui a alguns anos vai estar circulando sozinho e vai virar mais um ‘distraidão’ a entrar onde não deve. Então se desde pequeno ele for instruído a prestar atenção em onde entra, teremos um mundo melhor!

Como votar em 2018

2018 vai ser TENSO. Precisamos melhorar os resultados das nossas eleições. Mas como? Eu proponho uma experiência!

Que tal pararmos de “analisar os fatos” antes de votar?

Até hoje, em todas as eleições, você foi lá e, pumba!, “analisou os fatos” e votou. Só que isso não parece estar dando certo, né! Olha até que ponto o país chegou…

Agora eu vou explicar por que esse esforço de “analisar fatos” é em vão:

FATOS NÃO IMPORTAM.

O VOTO É IRRACIONAL.

Todo mundo vota emocionalmente. Ninguém pensa nessas horas – nem eu, nem você, nem ninguém.

Se você acha que vota “consciente”, lamento desapontá-lo, mas… você está só alucinando acerca da SUA INTERPRETAÇÃO ENVIESADA do que você ACHA que é um fato.

Fatos a gente só consegue analisar depois de MUITO esforço e MUITO estudo.

Ninguém conhece profundamente todos os aspectos cruciais do dia a dia de um presidente (subsídios, produtividade agrária, política externa, política econômica, tributos e outros zilhões de tópicos). Não tem como. A gente só ACHA que sabe ALGUMA COISA sobre ALGUNS desses zilhões de tópicos. E com base no quê? Jornal, revista, TV, faculdade, amigos, Facebook? Socorro, né?

É muita ingenuidade achar que que conseguimos dar conta de tanta informação e formar uma opinião OBJETIVA sobre, sei lá, taxa SELIC com base apenas no que lemos na mídia. No máximo, temos uma VAGA NOÇÃO do que está acontecendo e temos uma VAGA concordância ou não com certo assunto.

Nós vivemos no mundo mágico do “achismo”. Você ACHA que aquele candidato pode estar certo a respeito de algo porque você ACHA que concorda com ele em alguns aspectos.  Você ACHA, ACHA, ACHA e ACHA. *Saber*, saber mesmo, sabemos muito pouco.

Eu proponho que você, na próxima eleição, DESISTA de procurar conhecer os “fatos”. Esqueça isso. Preste atenção na sua própria percepção sobre as coisas. O que você sente quando vê Fulano? O que você sente quando ouve Beltrano? Por quê? Vai ser no mínimo divertido. E um ótimo exercício de autoconhecimento.

Vou dar um exemplo pessoal.

Eu não suporto o José Serra. Não su-por-to. Sigo até o fim votando contra este homem e bradando #ForaSerra sempre que posso. FORA SERRA FORA SERRA FORA SERRA!

Por quê?

Lembre-se, fatos não importam. O que eu sinto, sim, importa. Vejamos…

  • Asco.
  • Aversão.
  • Raiva.
  • Ódio.
  • Impaciência.
  • Raiva.
  • Ódio.
  • Raiva.
  • Ódio.

Por quê? Bom, a “explicação racional” que eu dou para quem me pergunta sobre o assunto é essa: “Porque ele largou no meio todo cargo executivo para o qual ele se elegeu”.

Só que vários outros políticos já fizeram isso e eu nunca impliquei com mais ninguém, só com o Serra. Por quê?

A razão mais provável é essa:

“Porque eu fui assinante da Folha por anos a fio e eles me convenceram de que o Serra não vale nada”.

Eu nunca me esqueço de uma capa do jornal com uma foto do Serra conhecendo uma vaca pessoalmente PELA PRIMEIRA VEZ durante alguma campanha. Provavelmente foi essa foto que mudou para sempre o que eu acho do Serra.

Atenção para o acho. Fatos não importam. Eu formei minha opinião e não vou mudar.

Deu para perceber a irracionalidade?

(NOTA: não fique cheio de si achando que eu é que sou temperamental ou irracional demais. Você também é igualzinho. Todos nós somos assim, não se gabe.)

Agora, é importante ressaltar aqui que conhecer essa minha irracionalidade não muda em na-da minha opinião sobre ele. (FORA SERRA! FORA SERRA! FORA SERRA!)

Minha vantagem em relação ao eleitor médio é saber que eu sou irracional na hora das minhas escolhas e não perder tempo com “fatos”. E também não me desgasto tentando convencer os outros a alucinar a minha alucinação. É pointless.

Em futuros posts, explicarei por que é inútil tentar injetar bom-senso naquele seu amigo que está alucinando sobre o que ele ACHA que são fatos.

Mas é divertido observar a dissonância cognitiva alheia! Falarei disso também em breve!

Dieta: prós e contras

Estou desde setembro de 2016 numa dieta com restrição de gordura e açúcar. Já perdi quase 20 quilos e praticamente sou outra pessoa. Isso é bom? Isso é ruim? Tire suas próprias conclusões.

 

Pró: não existe mais isso de dor de cabeça, azia, náusea, enjoo, diarreia, etc. A vida sem dúvida melhorou.

Contra: não existe mais queijo amarelo na minha geladeira. A vida sem dúvida piorou.

 

Pró: agora eu tenho uma calça branca – justa! – da Zara. Tá tudo no lugar! ;)

Contra: já gastei uns 400 reais em saias, blusas e calças novas (+70 pilas pra apertar 2 saias!) porque nada mais cabia em mim, mas parei de comprar quando a endócrino avisou que é provável que eu emagreça ainda mais, mesmo estando já na manutenção. Tsc!

 

Pró: glicose, insulina e colesterol nos eixos.

Contra: ganhei uma ansiedade que eu não tinha. Me peso todo dia. Conto calorias para escolher a sobremesa. Fico pensando loucamente em comida o dia inteiro porque tenho que controlar coisas como ovo, carne etc.

 

Pró: raramente alguém agora encosta o bundão em mim em ônibus ou metrô.

Contra: passo MUITO TEMPO olhando menus em restaurante e rótulos em supermercado. É um saco. Sabiam que quase toda salada em restaurante vem com bacon e/ou parmesão? E que requeijão light tem uma quantidade obscena de gordura saturada?? Tsc!

 

Pró: infelizmente é injusto, eu sei, mas verdade: é muito mais fácil achar roupa! Em qualquer loja, qualquer coisa cabe em mim!

Contra: eu não me acostumei ainda comigo magra. Meu rosto está estranho. As pernas estão um horror de finas! Os ossos do peitoral aparecem quando me estico no espelho, e isso me perturba muito.

 

CONCLUSÃO:

As pessoas tentam te convencer de que a vida é melhor assim (“você ganhou saúde!!!!”), mas sei lá. Às vezes eu fico revoltadona. Sentir prazer em jantar salada é uma arte que eu ainda não dominei. Tenho altos e baixos no humor – depende do restaurante e da salada, hehehe.

Então eu vou falar aqui para os dois grupos de pessoas:

  • Se você for pró-dieta, dizem que vale a pena… Mas acho que você tem que ser uma pessoa beeem desapegada de comida pra ficar tranquilo(a) com as privações de uma dieta. Eu não sou tranquila MESMO nesse aspecto, hehehehe.
  • Se você for pró-gordices, VALE MUITO A PENA!!!! Comer todas as delícias do mundo é um privilégio, tenho inveja mesmo. Apenas tenha em mente que sua qualidade de vida tende a diminuir a médio prazo.